Meninas são alvos mais frequentes de bullying, diz pesquisa da Unifesp
Pesquisa diz que 13,8% das meninas e 12,1% dos
meninos sofrem bullying.
Exposição a situações adversas aumenta risco de problemas na vida adulta.
Entre os adolescentes entrevistados, as meninas também foram os alvos mais frequentes de agressões físicas por pais ou cuidadores: 20,5% relataram já ter sido vítimas de agressão. Entre os meninos, essa porcentagem foi de 15%. Já entre os adultos entrevistados, 23,4% dos homens dizem ter sofrido esse tipo de violência na infância ou adolescência. Entre as mulheres, essa porcentagem foi de 21%. Em média, 21,7% dos brasileiros já foram agredidos por pais ou cuidadores, o que corresponde a mais de 30 milhões de pessoas.
Exposição a situações adversas aumenta risco de problemas na vida adulta.
Entre os adolescentes entrevistados, as meninas também foram os alvos mais frequentes de agressões físicas por pais ou cuidadores: 20,5% relataram já ter sido vítimas de agressão. Entre os meninos, essa porcentagem foi de 15%. Já entre os adultos entrevistados, 23,4% dos homens dizem ter sofrido esse tipo de violência na infância ou adolescência. Entre as mulheres, essa porcentagem foi de 21%. Em média, 21,7% dos brasileiros já foram agredidos por pais ou cuidadores, o que corresponde a mais de 30 milhões de pessoas.
O bullying afeta 13% das crianças e adolescentes no
ambiente escolar, sendo as meninas as que mais sofrem com o problema. Entre
elas, 13,8% relatam já ter sido alvos da prática. Já entre os meninos, essa
parcela é de 12,1%.
As informações fazem parte do II Levantamento
Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), pesquisa feita pela Unifesp que divulgou os
dados relativos à violência contra crianças e adolescentes. Para o
levantamento, foram entrevistados 4.607 participantes com 14 anos ou mais de
149 municípios.
Segundo a pesquisa, a exposição a abusos físicos e
psicológicos ou a outros eventos adversos na infância pode aumentar a
predisposição a depressão e ao uso problemático de drogas na vida adulta.
Entre os diferentes tipos de bullying, os meninos
só sofrem mais do que as meninas no que se refere à homofobia e às agressões
físicas. Dos participantes do sexo masculino, 3,8% já foram agredidos
fisicamente. Entre o público feminino, essa foi a queixa de 2,6%.
O tipo de bullying mais comum em ambos
sexos foi a agressão verbal, que inclui intimidação, ofensas,
humilhações e uso de apelidos inadequados: 12,6% das meninas e 11,5% dos
meninos já passaram por isso.
O segundo tipo de bullying mais frequente foi o
indireto, caracterizado por fofocas e rumores ou isolamento e exclusão da
vítima: isso já aconteceu com 5,5% das meninas e com 4% dos meninos.
Os participantes da pesquisa também relataram ter
sido vítimas de racismo e de mensagens agressivas ou humilhantes via internet.
Outros tipos de violência
O estudo observa que, entre os usuários de maconha
e de cocaína, a porcentagem dos que foram expostos a violência física na
infância é maior: 52% dos usuários de cocaína e 47,5% dos usuários de maconha
já sofreram violência na infância, contra a média de 21,7% na população geral.
O estudo também avaliou a ocorrência de eventos
adversos, como morte na família ou problemas financeiros graves, antes dos 16
anos. Esses eventos aumentam os riscos de problemas permanentes na vida adulta,
de acordo com os pesquisadores. Segundo o levantamento, 33% das pessoas
enfrentaram uma morte na família antes dos 16 anos, 17,3% já experimentaram
fome e 8,8% já passaram por problemas financeiros graves até essa idade.
Outro dado levantado foi que 8% das pessoas
presenciaram o consumo de drogas no ambiente familiar durante a infância ou
adolescência. Além disso, 5,3% da população já foi vítima de violência sexual
na infância.
Fonte:http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/05